Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Domingo, dia 01 de Dezembro - advrampinelli@msn.com

Jucemar Rampinelli

Desaprender e reaprender...

E a pergunta que todos fazem...
Vencidas as eleições (ou perdidas), de cem, cem perguntam: isso aí vai perdurar para a próxima eleição? A onda, o furacão, o tsunami...seja lá que nome, destruiu o que há anos estávamos acostumados a ver. Siglas foram reduzidas a pó, nomes foram aniquilados, fortunas foram ignoradas, verdades e mentiras, ou vice versa, se revezavam na dianteira dos números.

Verdades e mentiras...
E essas verdades e mentiras, que os órgãos de governo irão tentar controlar, se disseminam pelo WhatsApp e demais redes sociais em uma velocidade incalculável. Um simples ato, uma frase retirada de um contexto, uma foto, um olhar, enfim...tudo que se mexe, que não, que fala, que não, que ouve, que não...tudo, qualquer coisa foi ferramenta de captação de voto.

Captação de voto...
Essa nova realidade nos leva a concluir que toda a pessoa que recebe algo pelo WhastApp e outras mídias, ao encaminhá-la para alguém ou para um grupo do qual participa, é um cabo eleitoral. Assim, a nova ordem é administrar o novo sistema: cada um, um cabo eleitoral. Como entender, como sistematizar, como controlar e transformar essa energia violenta em voto para o partido/candidato.

Energia violenta...
Ainda zonzas, as empresas de pesquisas eleitorais foram as maiores derrotadas. Apesar de algo semelhante ter acontecido nos EUA, não calcularam o impacto das mídias nas urnas brasileiras. Um movimento silencioso (será?) não foi identificado por elas, mesmo sendo sua obrigação, aplicando a maior derrota aos institutos de pesquisa.

Institutos de pesquisa...
Terão que se reiventar. Na verdade, tudo terá que ser reaprendido. Antes, porém, é preciso desaprender. O poder de conduzir a boiada não mais existe. O que agora é, em um segundo uma mensagem diz que não é. Se é verdade, pode ser; se é mentira, pode ser. O certo é que, nessa nova razão, sem razão, se atira e depois se pergunta o nome.

Razão sem razão..
Nessa avalanche que arrastou todos os prognósticos a pergunta é...essa onda – não de um partido – mas de uma ato revolucionário (ou já reacionário?), mesmo que pouco racional, se repetirá nas próximas eleições? ...hummmm!!!