Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Tuesday, 19 de June de 2018 - portalriomaina@live.com

Segurança

Dia do Vigilante: profissionais dão dicas e relatam comprometimento pelo trabalho

Dia do Vigilante: profissionais dão dicas e relatam comprometimento pelo trabalho

Há 15 anos, o gaúcho Hélio Luis da Silva trabalha como vigilante. Ele já atuou em bancos, condomínios, shoppings e, há três anos, cuida da segurança de uma empresa de tubos plásticos, em Siderópolis. No curso de formação de vigilantes, Hélio aprendeu sobre defesa pessoal, porte de arma, entre outros requisitos da profissão. No entanto, ele destaca que a principal condição é estar sempre alerta.

“A palavra já diz: vigilante. Tem que vigiar, prestar atenção. É um trabalho que envolve riscos, mas estamos ali para zelar pela segurança de pessoas, do patrimônio e da nossa também. É o nosso papel, então temos que nos manter alertas”, afirma Hélio.

Em 20 de junho é celebrado o Dia Nacional do Vigilante, profissão escolhida também por Gustavo Antônio Dutra, que, há cinco anos, trabalha como vigilante na portaria de uma empresa de revestimentos cerâmicos. Apesar de saber que corre riscos por atuar na área de segurança, ele afirma gostar do que faz.

“Sempre gostei de lidar com pessoas. Como vigilante, além de lidar com elas, meu papel é cuidar da segurança delas, isso é muito gratificante. Manter a ordem e a disciplina, estar uniformizado, isso também me faz ir trabalhar todo dia com muita vontade”, ressalta Gustavo, que nunca passou por nenhuma situação de risco dentro da profissão.

Ao contrário de Hélio, que recentemente foi surpreendido por criminosos. “Além de cuidar da portaria, também faço rondas noturnas. Numa delas, ano passado, verifiquei que um pessoal tinha cortado a cerca e estava furtando material da empresa. Felizmente, não foi preciso uso de força, nem de arma, e eles fugiram sem levar nada, mas o vigilante tem que estar preparado para situações como essa”, lembra.

Requisitos


O supervisor de vigilância da Empretec Vigilância Patrimonial e TecServ Prestadora de Serviços, Samuel Marques Nunes, explica o que é preciso fazer para poder atuar nesta área: “as exigências mais técnicas são a formação no curso de vigilantes homologado pela Polícia Federal, ser maior de 21 anos, ter pelo menos o Ensino Fundamental completo e não ter registro criminal, que é a conhecida ficha limpa com as polícias. Porém, é uma profissão que lida com pessoas e riscos, então outras características também são levadas em conta”.

O supervisor de qualidade da empresa, Volnei da Silva, reforça que é fundamental que a pessoa tenha um perfil idôneo. Além disso, segundo ele, os profissionais de destaque são aqueles que vão além do curso de formação. “O cliente quer muito mais do que um prestador de serviços. É importante ser simpático, cortez, se comportar bem diante dos outros, ter atenção, postura e isso não se aprende com cursos, tem que vir da pessoa mesmo”, diz.

Hoje, Criciúma conta com uma escola de formação de vigilantes, o que tem colocado cada vez mais profissionais neste mercado. Bom para quem precisa contratá-los, afirma o diretor da Empretec Vigilância Patrimonial e TecServ Prestadora de Serviços, Davi Teixeira.

“A região está bem servida destes profissionais, sem contar que o perfil deles melhorou bastante nos últimos anos. Hoje, os vigilantes têm conhecimento em informática e estão mais preocupados com especializações e até com a saúde, já que fazer academia ou praticar algum esporte pode ser um diferencial na hora de contratar”, adianta.

Texto: Vanessa Amando

GALERIA DE FOTOS