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Friday, 13 de May de 2016 - portalriomaina@live.com

Economia

Produtores de cachaça artesanal se reúnem em Florianópolis em prol do setor cachaceiro

Produtores de cachaça artesanal se reúnem em Florianópolis em prol do setor cachaceiro

Com as altas tributações que o setor cachaceiro vive no momento atual, chegando a pagar aproximadamente 87% de impostos sobre o produto final, a desvalorização do produto cachaça artesanal com a entrada de marcas de outros Estados, além da falta de conhecimento do produto como patrimônio histórico do país, foi que os produtores da Associação Catarinense dos Produtores de Aguardente e Cachaça de Qualidade (Acapacq), gerente da Agência do Desenvolvimento Regional de Criciúma (ADR), Roque Salvan, se reuniram com o secretário de Estado da Agricultara e da Pesca, Moacir Sopelsa.

De acordo com presidente da Acapacq, Leandro Batista de Melo Silveira, a intenção foi mostrar para o órgão governamental que o setor vive uma crise, aliada a desvalorização do produto e que o momento é de união de potências em prol desse setor que a cada ano vem crescendo consideravelmente. “Para termos um produto de qualidade e com valor agregado precisamos realizar um trabalho exigente para uma mudança de cultura. Em Santa Catarina temos cachaças de muita qualidade, produtos com potencial de exportação. Pedimos que o a cachaça seja reconhecida como patrimônio cultural catarinense”, explica o presidente.

Ele lembra que os Estados onde a cachaça possui valor agregado e é reconhecida, tais como Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia são grandes potências devido ao setor possuir uma associação que as represente e o apoio de políticas públicas.

O proprietário da Cachaça do Imperador, Hélio João Machado lembrou que a associação viveu nas últimas décadas momentos de esquecimento e desunião do setor. “Agora com a reestruturação da nossa associação esse ano, nossa intenção foi pedir a inclusão dos pequenos produtores de cachaça no projeto de lei da Micro Empresa Rural, que isenta de ICMS os produtores com faturamento de até 120 mil ao ano”, lembra Machado.

Outro assunto que esteve em pauta foi buscar apoio da secretaria na elaboração de um projeto conjunto que propõe a declaração que a Associação seja de utilidade pública. Na ocasião o secretário de Estado da Agricultura e Pesca, Moacir Sopelsa ficou feliz ao saber que o setor cacheiro catarinense possui uma entidade organizada e com metas bem definidas. “Vamos trabalhar para elaborar esse projeto e encaminhar à Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Precisamos encontrar o melhor caminho para a redução de impostos e assim melhorar a realidade do setor no Estado”, disse Sopelsa.

Texto: Tiago Maciel
Fotos: Divulgação

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